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Crise climática, cidades e saúde

Mais do que nunca, a crise climática está se tornando uma crise de saúde. Estima-se que 5 milhões de pessoas morrem a cada ano em todo o mundo por causa de temperaturas abaixo do ideal,1 com uma grande proporção de mortalidade relacionada ao calor (37%) atribuível às mudanças climáticas induzidas pelo homem.2 Os últimos anos foram os mais quentes de que há registo, tendo as altas temperaturas ceifado mais de 60 000 vidas só na Europa em 2022, sendo as cidades as mais afetadas3 e temperaturas nas cidades projetadas para aumentar.4,5 As ilhas de calor urbanas resultantes do excesso de asfalto e concreto nas cidades contribuem para o aumento da temperatura e mortalidade prematura.6 Pouco mais da metade da população mundial (56%) vive agora em cidades e essa porcentagem deve chegar a quase 70% até 2050.

Zhao, Q ∙ Guo, Y ∙ Ye, T ∙ et al.

Carga global, regional e nacional de mortalidade associada a temperaturas ambientes não ótimas de 2000 a 2019: um estudo de modelagem em três estágiosLancet Planet Health. 2021; 5: e415-e425